Plantas com flores
Flor-de-maio
Schlumbergera truncata (Haw.) Moran
Também chamada de Cacto-de-maio, Schlumbergera, Cacto-de-natal.
Cacto epífito que floresce no outono — e cujo nome estrangeiro, cacto-de-natal, descreve o hemisfério errado.
Plantas com flores
Schlumbergera truncata (Haw.) Moran
Também chamada de Cacto-de-maio, Schlumbergera, Cacto-de-natal.
Cacto epífito que floresce no outono — e cujo nome estrangeiro, cacto-de-natal, descreve o hemisfério errado.
A flor-de-maio é um cacto sem espinhos e sem folhas: o que parecem folhas são segmentos achatados de caule, chamados cladódios, articulados uns aos outros e com bordas recortadas. Das pontas desses segmentos surgem flores tubulares assimétricas, em rosa, magenta, vermelho, salmão ou branco.
O nome popular daqui é o mais preciso que existe para esta planta. Ela é nativa do Rio de Janeiro e floresce no outono do hemisfério sul — abril, maio e junho —, quando os dias encurtam e as noites esfriam. No hemisfério norte, o mesmo gatilho ambiental ocorre em dezembro, e por isso a planta ficou conhecida lá como cacto-de-natal. Quem segue instruções traduzidas de fontes estrangeiras acaba esperando flores na época errada.
Sendo epífita de Mata Atlântica, e não cacto de deserto, a planta não tolera o tratamento dado às suculentas de clima seco: precisa de sombra, de umidade e de substrato que retenha alguma água. Tratá-la como cacto comum é o erro mais frequente.
Luz indireta média
Luz indireta média e filtrada, jamais sol direto — ao contrário do que o nome cacto sugere. Sob sol pleno, os segmentos avermelham, endurecem e podem queimar. Uma varanda coberta e sombreada ou uma janela com cortina são posições ideais. Um ponto decisivo: a formação dos botões depende de noites longas e ininterruptas, e luz artificial acesa à noite no mesmo ambiente pode impedir a floração.
Rega moderada
Regue quando a metade superior do substrato estiver seca, molhando até drenar. Não é um cacto de deserto: se o substrato secar por completo, os segmentos ficam flácidos e murchos. Também não tolera encharcamento, que apodrece a base. Durante o repouso que antecede a floração, no fim do verão e início do outono, reduza a rega deliberadamente — essa restrição controlada é parte do estímulo à formação dos botões.
Não existe intervalo fixo
A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →
Do fim do outono ao início do inverno — tipicamente de abril a junho, o que originou o nome popular. Cada flor dura alguns dias e a planta floresce em ondas ao longo de quatro a seis semanas. A floração depende de três fatores combinados: noites longas sem interrupção de luz artificial, temperatura noturna mais fresca e redução da rega no período anterior.
Luz artificial acesa à noite no mesmo ambiente, ausência de queda de temperatura noturna ou rega mantida alta no fim do verão. Os três fatores precisam ser atendidos em conjunto.
Mudança de local durante a formação dos botões, corrente de ar, ou variação brusca de rega. Não mova a planta nessa fase.
Substrato seco por tempo excessivo ou raiz comprometida por encharcamento. Verifique o substrato para distinguir.
Excesso de luz ou sol direto. Afaste para posição sombreada e filtrada.
Sem toxicidade relatada em fonte As obras consultadas avaliaram a espécie e não registraram toxicidade. Ainda assim, folha e substrato não são alimento, e ingestão em volume pode causar desconforto digestivo.
As obras consultadas não registram toxicidade para pessoas nesta espécie. Segmentos e flores não são alimento.
A ASPCA avaliou a espécie, sob o nome popular christmas cactus, e a classifica como não tóxica para cães e gatos. A própria ASPCA observa que a ingestão de volume significativo de material fibroso pode causar vômito e diarreia por irritação mecânica, sem envolver toxina.
Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).
Em caso de suspeita de ingestão
Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →
Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Schlumbergera truncata.
Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.