Plantas pendentes
Cacto-macarrão
Rhipsalis baccifera (J.S.Muell.) Stearn
Também chamada de Rhipsalis, Cacto-espaguete, Erva-de-passarinho.
Cacto epífito sem espinhos, de hastes cilíndricas finas e cadentes, que pede sombra e umidade.
Plantas pendentes
Rhipsalis baccifera (J.S.Muell.) Stearn
Também chamada de Rhipsalis, Cacto-espaguete, Erva-de-passarinho.
Cacto epífito sem espinhos, de hastes cilíndricas finas e cadentes, que pede sombra e umidade.
O cacto-macarrão é formado por hastes cilíndricas finas, verdes e flexíveis, que se ramificam e pendem em cortinas densas. Não tem espinhos nem folhas — as hastes fazem a fotossíntese — e o conjunto tem aparência de massa de cabelo verde, o que explica o nome popular.
É importante desfazer a associação com cactos de deserto. Trata-se de uma epífita de floresta úmida, que vive na sombra do dossel sobre troncos cobertos de musgo. Pede luz filtrada, ar úmido e substrato que retenha alguma água — exatamente o contrário do manejo de cactos comuns.
A espécie tem uma curiosidade biogeográfica notável: é o único cacto que ocorre naturalmente fora do continente americano, com populações na África e em Madagascar. A explicação mais aceita envolve dispersão das sementes por aves migratórias, que se alimentam dos pequenos frutos brancos translúcidos.
Luz indireta média
Luz indireta média e filtrada, nunca sol direto — que amarela e queima as hastes, ao contrário do que a palavra cacto sugere. Uma varanda coberta sombreada ou uma posição a alguns metros de janela clara são ideais. Tolera luz relativamente baixa mantendo a forma.
Rega moderada
Regue quando a metade superior do substrato estiver seca, molhando até drenar. Não é um cacto de deserto: se o substrato secar por completo e com frequência, as hastes enrugam e murcham. Também não tolera encharcamento, que apodrece a base. Em cachepô suspenso, o secamento é mais rápido do que em vaso apoiado, e a demanda varia bastante entre verão e inverno.
Não existe intervalo fixo
A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →
Discreta e fácil de passar desapercebida: flores minúsculas, esbranquiçadas ou creme, ao longo das hastes, seguidas por frutos globosos brancos e translúcidos, semelhantes a pequenas contas de vidro. Os frutos são o traço mais decorativo da floração.
Substrato seco por tempo excessivo, ou raiz comprometida por encharcamento. Verifique o substrato para distinguir as duas causas.
Excesso de luz ou sol direto. Afaste para posição sombreada e filtrada.
Excesso de água com substrato retentivo. Salve hastes sadias como estacas e replante em mistura aerada.
Luz insuficiente ou falta de poda. Melhore a posição e encurte hastes para estimular ramificação.
Sem confirmação nas fontes consultadas Não localizamos avaliação da espécie nas obras de referência. Ausência de registro não é atestado de segurança: trate como desconhecida e mantenha fora do alcance de crianças e animais.
Não localizamos avaliação específica desta espécie nas obras de toxicologia consultadas. Não há registro de problema associado a ela, mas ausência de relato não é o mesmo que avaliação favorável. Hastes e frutos não são alimento.
A espécie não consta na base de dados de toxicidade da ASPCA. É comum encontrar a afirmação de que rhipsalis são seguras para animais, e não identificamos fonte institucional que a sustente — por isso não a reproduzimos. Mantenha fora do alcance de animais que mastigam plantas e consulte um veterinário diante de qualquer ingestão.
Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).
Em caso de suspeita de ingestão
Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →
Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Rhipsalis baccifera.
Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.