Plantas com flores
Kalanchoe
Kalanchoe blossfeldiana Poelln.
Também chamada de Calandiva, Flor-da-fortuna, Kalandiva.
Suculenta que floresce em buquês densos por semanas, muito resistente — e com registro de toxicidade cardíaca para animais.
Plantas com flores
Kalanchoe blossfeldiana Poelln.
Também chamada de Calandiva, Flor-da-fortuna, Kalandiva.
Suculenta que floresce em buquês densos por semanas, muito resistente — e com registro de toxicidade cardíaca para animais.
O kalanchoe combina folhas suculentas, espessas e de bordas serrilhadas com inflorescências densas de flores pequenas em vermelho, laranja, amarelo, rosa ou branco, simples ou dobradas. As flores permanecem abertas de quatro a oito semanas, e a planta é vendida no auge da floração o ano inteiro.
Sendo suculenta de origem malgaxe, é bem mais resistente do que aparenta e suporta esquecimentos de rega com facilidade. É frequentemente tratada como planta descartável, comprada florida e jogada fora depois — mas com manejo adequado refloresce ano após ano.
Há um aspecto de segurança que merece destaque e que raramente aparece em etiquetas de floricultura: o gênero Kalanchoe contém glicosídeos cardíacos, e a intoxicação em animais pode envolver alteração do ritmo cardíaco, e não apenas desconforto digestivo. É uma toxicidade de natureza diferente e mais séria do que a irritação por oxalatos das aráceas.
Luz indireta intensa
Luz indireta intensa, junto de janela ampla, com tolerância a sol direto suave da manhã. É a exigência que determina a floração: em luz média a planta sobrevive e não refloresce. Como a flor-de-maio, depende de noites longas e escuras para formar botões, e luz artificial noturna no mesmo ambiente pode impedir a floração.
Rega espaçada
Deixe o substrato secar quase por completo antes de regar novamente, molhando junto à borda do vaso e evitando molhar a roseta de folhas e as flores. Como suculenta, armazena água nas folhas e tolera bem a espera; o que não tolera é substrato constantemente úmido, que apodrece a base do caule. No inverno, com crescimento reduzido, o intervalo se estende bastante.
Não existe intervalo fixo
A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →
Naturalmente no fim do inverno e na primavera, mas a produção comercial induz a floração o ano inteiro por controle artificial do fotoperíodo. Em casa, para refloresci-la, é necessário oferecer cerca de doze a catorze horas de escuridão ininterrupta por dia durante seis semanas, além de luz intensa no restante do tempo.
Luz insuficiente, ausência de poda após a floração ou luz artificial noturna impedindo a formação de botões. Os três fatores precisam ser tratados.
Apodrecimento por excesso de água. Salve pontas sadias como estacas e refaça a planta.
Estiolamento por luz baixa somado à falta de poda. Melhore a posição e pode os ramos.
Oídio, favorecido por umidade alta com ar parado. Aumente a ventilação e remova as folhas afetadas.
Toxicidade relatada em fonte Há registro de toxicidade em pelo menos uma das obras de referência que consultamos, para pessoas, para animais ou para ambos.
Contém glicosídeos cardíacos do tipo bufadienolídeo. A ingestão pode causar irritação digestiva com náusea e vômito e, em quantidade significativa, efeitos sobre o ritmo cardíaco. Mantenha fora do alcance de crianças pequenas, que são atraídas pelas flores coloridas.
A ASPCA registra Kalanchoe como tóxica para cães e gatos, atribuindo o efeito aos bufadienolídeos, com vômito, diarreia e — em ingestões maiores — alteração do ritmo cardíaco entre os sinais descritos. Esta é uma toxicidade de natureza distinta e mais séria do que a irritação por oxalatos das aráceas, e justifica contato veterinário imediato diante de suspeita de ingestão, mesmo sem sintomas aparentes.
Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Editora Helianthus; Pet Poison Helpline (Estados Unidos).
Em caso de suspeita de ingestão
Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →
Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Kalanchoe blossfeldiana.
Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.
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