Plantas de folhagem

Cheflera

Schefflera arboricola (Hayata) Merr.

Também chamada de Schefflera, Árvore-guarda-chuva, Cheflera-anã.

Folhas compostas em roseta que imitam guarda-chuvas abertos, com porte arbustivo e boa tolerância a condições médias.

Luz média Moderada Grande Tóxica

Ilustração botânica de uma cheflera em vaso de terracota, com folhas compostas de folíolos dispostos como guarda-chuvas.
  • FamíliaAraliaceae
  • OrigemNativa de Taiwan e da ilha de Hainan, no sul da China, onde cresce como arbusto ou pequena árvore, frequentemente iniciando a vida como epífita sobre outra árvore.
  • PorteDe 1 a 2 metros em vaso, com poda podendo manter o porte em 80 centímetros. Folíolos de 5 a 12 centímetros.
  • CrescimentoModerado a rápido em boa luz, com emissão contínua de brotos na estação quente.
  • DificuldadeFácil
  • AmbientesSala de estar, Escritório e home office, Varanda coberta, Corredor e hall

Descrição

Cada folha da cheflera é composta por sete a onze folíolos dispostos radialmente na ponta de um pecíolo longo, formando a estrutura de guarda-chuva que nomeia a espécie. São folíolos brilhantes, coriáceos, de bordas lisas, que criam um volume denso e regular.

É uma das folhagens de porte médio mais equilibradas do cultivo interno: não tem a exigência de luz da figueira-lira, não tem a sensibilidade a frio das aráceas tropicais e responde bem à poda, o que permite mantê-la no tamanho desejado por anos.

Há cultivares de folhagem inteiramente verde e variegadas em creme e amarelo, como a ‘Gold Capella’. Como em toda folhagem variegada, as segundas exigem luz mais generosa. A espécie é frequentemente vendida com vários troncos finos trançados no mesmo vaso.

Porte
De 1 a 2 metros em vaso, com poda podendo manter o porte em 80 centímetros. Folíolos de 5 a 12 centímetros.
Ritmo de crescimento
Moderado a rápido em boa luz, com emissão contínua de brotos na estação quente.

Iluminação

Luz indireta média

Luz indireta média a intensa, próxima de janela clara. Tolera luz média com crescimento mais lento e perda das folhas inferiores. Cultivares variegadas exigem posição mais clara para manter o padrão. Aceita sol direto suave do início da manhã, mas não o sol do meio-dia.

Como avaliar a luz do seu ambiente →

Rega

Rega moderada

Regue quando os três primeiros centímetros do substrato estiverem secos, molhando até drenar e descartando a água do prato. Espécie sensível a encharcamento: substrato permanentemente úmido provoca queda de folhas de baixo para cima, sintoma frequentemente confundido com falta de água. Em vaso grande e ambiente frio, o intervalo se alonga bastante.

Não existe intervalo fixo

A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →

Umidade e temperatura

Umidade do ar
Adapta-se a umidade média, entre 40% e 60%, sem exigências especiais. Em ar muito seco fica mais suscetível a ácaros.
Temperatura
Faixa de 16 °C a 30 °C. Abaixo de 12 °C perde folhas. Sensível a correntes de ar frio junto a portas.

Substrato e adubação

Substrato
Substrato para folhagens drenante, com perlita e casca de pínus. A aeração importa mais do que a retenção nesta espécie.
Adubação
Fertilizante equilibrado diluído a cada três ou quatro semanas na primavera e no verão, ou adubo de liberação lenta duas vezes na estação quente.

Como montar substratos por tipo de planta →

Poda, replantio e propagação

Poda
Responde muito bem à poda, que é o principal recurso de manejo desta espécie. Corte acima de um nó para reduzir altura e induzir ramificação — sem poda, a planta cresce esguia e perde densidade na base. A poda de formação é feita no fim do inverno.
Replantio
A cada dois ou três anos, na primavera. Raízes vigorosas que preenchem o vaso; a troca periódica de substrato mantém o vigor.
Propagação
Por estaquia de ponta com duas ou três folhas, em substrato úmido e aquecido, com resultado razoável na estação quente. A mergulhia de ar funciona melhor em hastes já lignificadas.

Floração

Rara em cultivo interno. Produz inflorescências ramificadas com flores pequenas e esverdeadas, seguidas de frutos avermelhados, apenas em exemplares adultos cultivados em condições de luz muito favoráveis.

Problemas comuns

  • Queda de folhas de baixo para cima

    Na maioria dos casos, excesso de água. Verifique se o substrato está saturado e se o prato acumula água antes de suspeitar de falta de rega.

  • Planta esguia com folhas só no topo

    Luz insuficiente e ausência de poda. Melhore a posição e pode o ápice no fim do inverno.

  • Pontilhado amarelo e teias no verso dos folíolos

    Ácaro-rajado, praga recorrente nesta espécie em ambientes secos. Lave a folhagem e mantenha inspeção regular.

  • Folíolos com pontas escuras

    Ar seco ou acúmulo de sais. Ajuste a umidade do ambiente e lave o substrato com rega abundante.

Toxicidade

Toxicidade relatada em fonte Há registro de toxicidade em pelo menos uma das obras de referência que consultamos, para pessoas, para animais ou para ambos.

Para pessoas

Contém cristais insolúveis de oxalato de cálcio e saponinas. A ingestão de folhas provoca ardência na boca, salivação, náusea e vômito; a seiva pode causar dermatite de contato em pessoas sensíveis.

Para animais

A ASPCA registra Schefflera como tóxica para cães e gatos, com irritação oral, salivação excessiva, vômito e dificuldade de deglutição entre os sinais descritos. É uma das plantas mais frequentemente envolvidas em relatos de mordida por gatos, porque os folíolos ficam em altura acessível e se movem com o ar.

Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Royal Horticultural Society (Reino Unido).

Em caso de suspeita de ingestão

Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →

Cuidados importantes

  • Antes de regar mais, verifique se o problema não é o contrário. A queda de folhas nesta espécie é sintoma clássico de excesso de água.
  • Pode com regularidade. É a folhagem do acervo que mais se beneficia de poda de formação.
  • Use luvas na poda e lave as mãos depois.
  • Em casas com gatos, escolha uma posição alta ou reavalie a espécie: os folíolos móveis atraem mordidas.

Fontes

Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Schefflera arboricola.

Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.