Plantas de folhagem
Figueira-lira
Ficus lyrata Warb.
Também chamada de Ficus-lira, Fícus-lyrata.
Folhas enormes em forma de lira, de grande efeito arquitetônico — e intolerante a mudanças de posição.
Plantas de folhagem
Ficus lyrata Warb.
Também chamada de Ficus-lira, Fícus-lyrata.
Folhas enormes em forma de lira, de grande efeito arquitetônico — e intolerante a mudanças de posição.
A figueira-lira tem folhas coriáceas de 25 a 45 centímetros, com margens onduladas e contorno que lembra o instrumento que lhe dá o nome, sustentadas por um tronco que se lignifica com o tempo. É a folhagem de maior impacto visual isolado do acervo: um único exemplar bem conduzido dispensa qualquer outra planta no ambiente.
Também é a que menos perdoa improvisos. Na floresta de origem, é uma árvore de dossel que recebe muita luz na fase adulta, e essa exigência não desaparece em vaso: sem posição muito clara, a planta perde folhas de baixo para cima até restar um tronco quase nu.
O outro traço marcante é a aversão a mudanças. A figueira-lira aclimata suas folhas à intensidade de luz do local onde está, e mover o vaso de posição frequentemente resulta em queda de folhas mesmo quando a nova posição é objetivamente melhor. A recomendação prática é escolher o lugar com cuidado e não mexer.
Luz indireta intensa
Exige luz indireta intensa, imediatamente ao lado de uma janela ampla, e aceita algumas horas de sol direto suave do início da manhã. Luz média resulta em queda progressiva das folhas inferiores. Gire o vaso muito pouco e sempre em frações pequenas: a planta aclimata cada folha à luz que recebe e reage mal a reorientações bruscas.
Rega moderada
Regue quando os três a cinco primeiros centímetros do substrato estiverem secos, molhando de forma abundante e uniforme até drenar, e descarte a água do prato. A figueira-lira é sensível tanto a encharcamento quanto a secamento total — os dois provocam queda de folhas, e por isso a verificação do substrato antes de cada rega é mais importante nesta espécie do que em qualquer outra folhagem deste bloco. Vasos grandes de plástico em ambientes frios retêm umidade por muito tempo.
Não existe intervalo fixo
A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →
Não ocorre em cultivo interno. As figueiras produzem inflorescências fechadas dentro de uma estrutura chamada sicônio, e o processo depende de vespas polinizadoras específicas ausentes em ambiente doméstico.
A reação padrão da espécie a qualquer estresse: mudança de lugar, corrente de ar frio, secamento total ou encharcamento. Identifique o que mudou nos últimos dias e estabilize as condições, em vez de fazer novas intervenções.
Geralmente relacionadas a excesso de água e problemas de raiz. Verifique se o substrato está saturado e se o vaso drena de fato.
Ar seco ou secamento excessivo do substrato entre regas. Corrija a regularidade da rega.
Luz insuficiente ao longo de meses. Melhore a posição e, no início da primavera, pode o ápice para induzir ramos novos mais baixos.
Toxicidade relatada em fonte Há registro de toxicidade em pelo menos uma das obras de referência que consultamos, para pessoas, para animais ou para ambos.
O látex branco presente em folhas e caule irrita pele e mucosas, e é causa conhecida de dermatite de contato em pessoas sensíveis, além de reações cruzadas em quem tem alergia ao látex natural. A ingestão de folhas causa irritação da boca e desconforto digestivo. O gênero Ficus consta entre as plantas potencialmente nocivas listadas pela Royal Horticultural Society.
A ASPCA registra espécies de Ficus como tóxicas para cães e gatos, atribuindo o efeito aos compostos do látex, com irritação oral e dérmica e vômito entre os sinais descritos. A base de dados universitária de extensão da Carolina do Norte classifica Ficus lyrata como planta de toxicidade leve, com a seiva como principal via de irritação.
Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; North Carolina State University — Cooperative Extension; Royal Horticultural Society (Reino Unido).
Em caso de suspeita de ingestão
Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →
Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Ficus lyrata.
Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.
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