Plantas de folhagem

Pau-d’água

Dracaena fragrans (L.) Ker Gawl.

Também chamada de Dracena-fragrante, Cana-da-índia, Tronco-do-brasil.

Tronco lenhoso com coroas de folhas arqueadas, resistente à sombra e um clássico dos ambientes internos de maior porte.

Pouca luz Espaçada Grande Tóxica

Ilustração botânica de um pau-d’água em vaso de terracota, com tronco lenhoso e coroas de folhas longas e arqueadas.
  • FamíliaAsparagaceae
  • OrigemNativa da África tropical, em ampla faixa que vai da Guiné e Costa do Marfim ao Sudão, Etiópia e Moçambique, em floresta de montanha e mata de galeria. Apesar do nome popular tronco-do-brasil, não é uma espécie brasileira.
  • PorteDe 1 a 2,5 metros em vaso, com folhas de 30 a 60 centímetros. Árvore de até 15 metros na natureza.
  • CrescimentoLento. Ganha poucos centímetros de tronco por ano, emitindo folhas novas no ápice de forma contínua mas discreta.
  • DificuldadeFácil
  • AmbientesSala de estar, Escritório e home office, Corredor e hall, Quarto

Descrição

O pau-d’água é vendido de duas formas bem diferentes: como tocos lenhosos plantados verticalmente, que brotam coroas de folhas no topo, e como planta inteira de tronco único. As duas são a mesma espécie, e a primeira forma é apenas uma técnica de propagação por estaca de tronco.

As folhas são longas, em fita, arqueadas, dispostas em roseta no ápice de cada tronco. A cultivar ‘Massangeana’, com faixa central amarelo-clara, é a mais difundida; há também seleções de folha inteiramente verde, mais tolerantes à sombra.

O epíteto fragrans se refere às flores, intensamente perfumadas — um dos poucos casos de floração realmente notável entre as folhagens do acervo, ainda que ocorra apenas em exemplares maduros e bem iluminados.

Porte
De 1 a 2,5 metros em vaso, com folhas de 30 a 60 centímetros. Árvore de até 15 metros na natureza.
Ritmo de crescimento
Lento. Ganha poucos centímetros de tronco por ano, emitindo folhas novas no ápice de forma contínua mas discreta.

Iluminação

Tolera pouca luz

Tolera bem luz baixa, incluindo ambientes com iluminação predominantemente artificial, o que explica sua presença em escritórios e halls. Em luz indireta média cresce mais rápido e mantém melhor a faixa amarela das cultivares variegadas. Sol direto queima as folhas com manchas pálidas.

Como avaliar a luz do seu ambiente →

Rega

Rega espaçada

Deixe a metade superior do substrato secar antes de regar novamente. Vasos altos e estreitos, típicos desta espécie, retêm umidade no fundo por muito tempo, e o apodrecimento começa exatamente ali, na base do tronco, sem sinal aparente na folhagem. No inverno, em ambiente fechado, o intervalo entre regas pode dobrar em relação ao verão.

Não existe intervalo fixo

A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →

Umidade e temperatura

Umidade do ar
Adapta-se a umidade média sem exigências. Em ar muito seco, as pontas das folhas secam, o que é o sintoma mais comum da espécie em escritórios climatizados.
Temperatura
Faixa de 18 °C a 30 °C. Abaixo de 13 °C surgem manchas nas folhas e o crescimento para.

Substrato e adubação

Substrato
Substrato drenante, com perlita e casca de pínus. Evite misturas turfosas puras em vaso alto, combinação que mantém o fundo saturado.
Adubação
Fertilizante equilibrado diluído a cada seis ou oito semanas na estação quente, ou adubo de liberação lenta uma vez ao ano. Exigência baixa, coerente com o crescimento lento.

Como montar substratos por tipo de planta →

Poda, replantio e propagação

Poda
O tronco pode ser cortado na altura desejada: brotam duas ou três coroas novas logo abaixo do corte, e o trecho removido serve como estaca. É a forma de recuperar exemplares que ficaram altos e desproporcionais. Folhas secas na base da roseta devem ser removidas puxando-as com cuidado para baixo.
Replantio
A cada três ou quatro anos. Espécie de crescimento lento que não pressiona o vaso. Use recipiente pesado: o centro de gravidade é alto e a planta tomba com facilidade.
Propagação
Por estaca de tronco: corte segmentos de 20 a 30 centímetros, marque a orientação original e enterre a base em substrato úmido e aquecido. Também se propaga por estaquia da coroa apical com parte do tronco.

Floração

Ocasional em interiores muito bem iluminados e em exemplares maduros. Produz panículas de flores pequenas, brancas a creme, de perfume noturno intenso e doce, que algumas pessoas consideram excessivo em ambiente fechado. A haste floral deve ser removida após a floração.

Problemas comuns

  • Pontas das folhas secas e marrons

    Ar seco, acúmulo de sais ou sensibilidade ao flúor da água tratada. Dracenas são particularmente sensíveis ao flúor: água filtrada ou de chuva reduz o sintoma.

  • Base do tronco mole e escura

    Apodrecimento por acúmulo de água no fundo do vaso. Corte acima da região afetada e reenraíze a parte sadia; o tronco comprometido não se recupera.

  • Folhas amarelando na base da roseta

    Senescência normal — as folhas mais velhas amarelam e caem conforme o tronco cresce. Em grande número, avalie rega e luz.

  • Perda da faixa amarela nas folhas novas

    Luz insuficiente para sustentar o tecido variegado. Aproxime de uma janela clara.

Toxicidade

Toxicidade relatada em fonte Há registro de toxicidade em pelo menos uma das obras de referência que consultamos, para pessoas, para animais ou para ambos.

Para pessoas

Contém saponinas, de sabor amargo e irritantes para o trato digestivo. A ingestão de folhas pode causar náusea e vômito, quadro em geral leve. O contato com a seiva raramente provoca reação.

Para animais

A ASPCA registra Dracaena fragrans como tóxica para cães e gatos, atribuindo o efeito às saponinas, com vômito — eventualmente com sangue —, perda de apetite, salivação e, em gatos, dilatação das pupilas entre os sinais descritos. Gatos são particularmente atraídos pelas folhas em fita desta espécie.

Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Pet Poison Helpline (Estados Unidos).

Em caso de suspeita de ingestão

Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →

Cuidados importantes

  • Cuidado com o fundo do vaso. Em recipientes altos, o substrato encharcado fica invisível e é a causa mais frequente de perda desta espécie.
  • Use vaso pesado e de base larga. Exemplares altos tombam com facilidade e podem ferir alguém.
  • Se a água da sua região for fluoretada e as pontas secarem de forma persistente, experimente água filtrada.
  • Gatos mordem as folhas em fita com frequência. Avalie a posição em casas com felinos.

Fontes

Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Dracaena fragrans.

  • Toxic and Non-Toxic Plants List ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals · Base de dados de toxicidade veterinária
  • Plantas Ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras Instituto Plantarum de Estudos da Flora · Harri Lorenzi; Hermes Moreira de Souza · Livro de referência
  • Plant Finder Missouri Botanical Garden (Estados Unidos) · Base de dados de jardim botânico
  • Pet Poison Helpline — Poison List Pet Poison Helpline (Estados Unidos) · Centro de toxicologia veterinária
  • Plants of the World Online Royal Botanic Gardens, Kew (Reino Unido) · Base taxonômica

Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.