Plantas pendentes

Coração-emaranhado

Ceropegia woodii Schltr.

Também chamada de Colar-de-corações, Ceropegia, Corrente-de-corações.

Hastes filiformes com folhinhas em forma de coração marmorizadas de prata — a mais delicada das pendentes.

Luz intensa Espaçada Pequeno Sem confirmação

Ilustração botânica de um coração-emaranhado em vaso de terracota suspenso, com hastes finas e folhinhas em forma de coração marmorizadas.
  • FamíliaApocynaceae
  • OrigemNativa do sul da África, na África do Sul, em Essuatíni e no Zimbábue, onde cresce entre rochas com as hastes pendendo de fendas. Tratamentos taxonômicos recentes a consideram uma subespécie de Ceropegia linearis.
  • PorteHastes de 60 centímetros a 1,5 metro pendentes, com folhas de 1 a 2 centímetros.
  • CrescimentoModerado na estação quente, alongando as hastes continuamente.
  • DificuldadeFácil
  • AmbientesSala de estar, Escritório e home office, Varanda coberta, Quarto

Descrição

As hastes do coração-emaranhado são finas como fios, quase arroxeadas, e ao longo delas se distribuem pares de folhas cordiformes pequenas, espessas, verde-escuras com marmoreio prateado na face superior e tom vinho no verso. O conjunto pende em cortinas leves que podem passar de um metro.

A planta forma tubérculos aéreos nos nós das hastes — pequenas bolinhas cinzentas que funcionam como reserva de água e como estruturas de propagação. Enterrando um desses tubérculos em substrato úmido, obtém-se uma planta nova sem nenhum corte.

É suculenta, apesar da aparência frágil, e o cultivo segue a lógica desse grupo: luz clara, substrato mineral e rega espaçada. O maior risco é justamente a aparência delicada induzir a regas frequentes.

Porte
Hastes de 60 centímetros a 1,5 metro pendentes, com folhas de 1 a 2 centímetros.
Ritmo de crescimento
Moderado na estação quente, alongando as hastes continuamente.

Iluminação

Luz indireta intensa

Luz indireta intensa, junto de janela clara, com tolerância a sol direto suave da manhã. Em luz média, os pares de folhas ficam muito espaçados e o marmoreio prateado perde definição. A luz intensa também acentua o tom vinho do verso das folhas e das hastes.

Como avaliar a luz do seu ambiente →

Rega

Rega espaçada

Deixe o substrato secar por completo entre as regas, molhando então de forma abrangente. As folhas espessas e os tubérculos armazenam água, e as folhas enrugam quando há necessidade real — indicador mais seguro do que qualquer intervalo. Em vaso pequeno e suspenso no verão, o secamento é rápido; em ambiente fechado no inverno, muito lento. A aparência delicada engana: o excesso de água é o principal risco.

Não existe intervalo fixo

A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →

Umidade e temperatura

Umidade do ar
Indiferente à umidade do ar, adaptada a ambientes secos e climatizados.
Temperatura
Faixa de 15 °C a 30 °C. Abaixo de 12 °C as hastes sofrem dano. Não tolera geada.

Substrato e adubação

Substrato
Mineral e drenante: substrato para cactos e suculentas com perlita e areia grossa.
Adubação
Fertilizante para suculentas bem diluído, duas ou três vezes na estação quente. Exigência baixa.

Como montar substratos por tipo de planta →

Poda, replantio e propagação

Poda
Encurte hastes muito longas ou desfolhadas para estimular ramificação. Os cortes são estacas prontas. É comum e recomendável enrolar parte das hastes sobre a superfície do substrato do próprio vaso: elas enraízam nos nós e adensam a planta pela base.
Replantio
A cada dois ou três anos, em vaso largo e raso. O tubérculo principal, quando presente, deve ficar no nível do substrato.
Propagação
Três caminhos, todos simples: enterrar um tubérculo aéreo em substrato úmido; apoiar uma haste sobre a superfície do substrato para que enraíze nos nós; ou fazer estaquia de segmentos com dois ou três pares de folhas.

Floração

Ocasional em cultivo bem iluminado, com flores tubulares de 2 a 3 centímetros, esverdeadas e arroxeadas, de forma curiosa — infladas na base e fechadas no ápice por pelos que se unem, formando uma armadilha temporária para pequenos insetos polinizadores, que são liberados depois. É uma das floradas mais curiosas do acervo.

Problemas comuns

  • Folhas enrugadas

    Falta de água, se o substrato estiver seco; raiz comprometida por encharcamento, se estiver úmido.

  • Pares de folhas muito espaçados nas hastes

    Luz insuficiente. Melhore a posição; o crescimento novo volta ao padrão adensado.

  • Base da planta rala com volume só nas pontas

    Comportamento natural. Enrole hastes sobre o substrato do próprio vaso para que enraízem e preencham a base.

  • Hastes secando da base para a ponta

    Apodrecimento do tubérculo por excesso de água. Salve hastes sadias como estacas.

Toxicidade

Sem confirmação nas fontes consultadas Não localizamos avaliação da espécie nas obras de referência. Ausência de registro não é atestado de segurança: trate como desconhecida e mantenha fora do alcance de crianças e animais.

Para pessoas

Não localizamos avaliação específica desta espécie nas obras de toxicologia consultadas. A família Apocynaceae reúne muitas espécies de seiva ativa e algumas francamente tóxicas, o que recomenda cautela em vez de presunção de segurança. Folha e haste não são alimento.

Para animais

A espécie não consta na base de dados de toxicidade da ASPCA. Não afirmamos que seja segura para cães e gatos, porque a avaliação não existe nas fontes que consultamos, e a família à qual pertence não autoriza suposições favoráveis. Mantenha fora do alcance de animais que mastigam plantas e consulte um veterinário diante de qualquer ingestão.

Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Royal Botanic Gardens, Kew (Reino Unido).

Em caso de suspeita de ingestão

Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →

Cuidados importantes

  • Não se deixe enganar pela aparência frágil: é uma suculenta e o excesso de água é o maior risco.
  • Não trate como atóxica. A espécie não foi avaliada, e sua família pede cautela.
  • Enrole hastes sobre o substrato para adensar a base da planta sem precisar de novas estacas.
  • Manuseie as hastes filiformes com cuidado: elas se rompem com facilidade quando esticadas.

Fontes

Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Ceropegia woodii.

Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.