Plantas de folhagem
Espada-de-são-jorge
Dracaena trifasciata (Prain) Mabb.
Também chamada de Sansevieria, Língua-de-sogra, Rabo-de-lagarto.
Folhas eretas e rígidas que armazenam água, dispensam atenção e suportam desde luz baixa até sol filtrado.
Plantas de folhagem
Dracaena trifasciata (Prain) Mabb.
Também chamada de Sansevieria, Língua-de-sogra, Rabo-de-lagarto.
Folhas eretas e rígidas que armazenam água, dispensam atenção e suportam desde luz baixa até sol filtrado.
As folhas da espada-de-são-jorge nascem diretamente de um rizoma subterrâneo, crescem verticais e rígidas, e são recobertas por uma cutícula grossa que reduz drasticamente a perda de água. Botanicamente é uma suculenta de folha, ainda que raramente seja vendida como tal.
A espécie realiza metabolismo ácido crassuláceo, abrindo os estômatos à noite para captar gás carbônico com menor perda de vapor de água. É a mesma estratégia dos cactos, e explica por que a planta atravessa semanas sem rega sem apresentar qualquer sinal de estresse.
No Brasil, a espada carrega forte carga simbólica ligada a tradições religiosas de matriz africana, o que a tornou presente em quintais, portarias e entradas de casa muito antes de virar item de decoração. Existem seleções de borda amarela, como a ‘Laurentii’, de folha curta em rosácea, como a ‘Hahnii’, e de folha cilíndrica, hoje tratada como espécie distinta.
Tolera pouca luz
Amplitude de tolerância excepcional: mantém-se em ambientes bem sombreados e prospera em luz indireta intensa, aceitando inclusive algumas horas de sol direto suave da manhã. Em luz muito baixa, as folhas novas saem mais estreitas e a borda amarela das cultivares variegadas perde definição.
Rega espaçada
Regue somente quando o substrato estiver seco em toda a profundidade do vaso, e molhe de forma abrangente, evitando molhar o centro da rosácea, onde a água empoçada apodrece. No inverno das regiões Sul e Sudeste, com temperatura baixa e crescimento parado, o intervalo se estende muito — muitos exemplares saudáveis passam o inverno com duas ou três regas apenas. Vaso de barro, substrato arenoso e ambiente ventilado encurtam o intervalo.
Não existe intervalo fixo
A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →
Ocasional e imprevisível em interiores, mais provável em plantas maduras e apertadas no vaso. Produz haste com flores pequenas, esbranquiçadas e perfumadas à noite, que liberam néctar pegajoso. Não é indicador de saúde nem de problema.
Apodrecimento do rizoma por rega excessiva ou drenagem ruim. Retire do vaso, corte todo o tecido mole, deixe secar e replante em substrato seco e mineral.
Excesso de água, excesso de nitrogênio ou luz insuficiente, que enfraquecem o tecido de sustentação. Ajuste rega e posição; folhas já tombadas não se reerguem.
Falta prolongada de água, situação incomum mas possível depois de meses sem rega. Retome a rega gradualmente.
Queimadura por sol direto forte em planta aclimatada à sombra. A transição para mais luz deve ser feita ao longo de semanas.
Toxicidade relatada em fonte Há registro de toxicidade em pelo menos uma das obras de referência que consultamos, para pessoas, para animais ou para ambos.
Contém saponinas, compostos de sabor amargo que irritam o trato digestivo. A ingestão de folhas pode causar náusea, vômito e diarreia; o contato com a seiva provoca irritação leve em pele sensível. O risco é maior em crianças pequenas, atraídas pelas folhas eretas e ao alcance da mão.
A ASPCA registra a espécie, sob o nome Sansevieria trifasciata, como tóxica para cães e gatos, atribuindo o efeito às saponinas, com náusea, vômito e diarreia como sinais descritos. É uma intoxicação em geral de gravidade leve a moderada, mas que merece contato com o veterinário.
Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Royal Horticultural Society (Reino Unido).
Em caso de suspeita de ingestão
Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →
Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Dracaena trifasciata.
Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.
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