Plantas de folhagem
Pata-de-elefante
Beaucarnea recurvata Lem.
Também chamada de Nolina, Palmeira-cauda-de-cavalo, Beaucarnea.
Base bulbosa que armazena água e uma cabeleira de folhas finas e cadentes — apesar do nome, não é palmeira.
Plantas de folhagem
Beaucarnea recurvata Lem.
Também chamada de Nolina, Palmeira-cauda-de-cavalo, Beaucarnea.
Base bulbosa que armazena água e uma cabeleira de folhas finas e cadentes — apesar do nome, não é palmeira.
A característica que define a espécie é o caudex: uma base intumescida, de casca rugosa e acinzentada, que funciona como reservatório de água e lhe permite atravessar longas estiagens. Dessa base sai um tronco esbelto que se abre, no topo, em um feixe de folhas muito finas, longas e recurvadas.
Apesar de dois de seus nomes populares sugerirem o contrário, não é palmeira nem parente de palmeira: pertence à família Asparagaceae, a mesma das dracenas e das espadas-de-são-jorge. A confusão é puramente visual.
Em cultivo interno é uma das folhagens mais indulgentes que existem. Armazena água, dispensa umidade do ar, aceita esquecimentos de semanas e cresce muito devagar, o que significa que o exemplar comprado hoje manterá praticamente o mesmo tamanho por anos.
Luz indireta intensa
Vem de ambiente semiárido e quer a posição mais clara da casa, junto de janela ampla, aceitando sol direto do início da manhã e do fim da tarde. Tolera luz média, mas nessa condição praticamente não cresce e o caudex deixa de engrossar. Luz baixa não serve para esta espécie.
Rega espaçada
Regue somente quando o substrato estiver completamente seco em toda a profundidade, e molhe de forma abundante. Em dúvida, espere: o caudex sustenta a planta por muitas semanas. No inverno, com crescimento parado, o intervalo se estende bastante. Água acumulada ao redor do caudex é a causa quase exclusiva de morte desta planta em cultivo doméstico.
Não existe intervalo fixo
A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →
Não ocorre em cultivo interno. Na natureza, exemplares muito antigos produzem grandes panículas de flores pequenas e creme, evento que pode levar décadas para acontecer.
Apodrecimento por excesso de água, geralmente irreversível quando atinge o centro da base. Suspenda a rega, retire do vaso e avalie; um caudex firme é sinal de planta sadia.
Normal em alguma medida nesta espécie, sobretudo nas folhas mais velhas. Em grande escala, indica falta prolongada de água ou acúmulo de sais.
Luz insuficiente. É a espécie do acervo que mais precisa de posição clara.
O feixe denso de folhas finas dificulta a inspeção e favorece a praga. Examine a base das folhas periodicamente e trate com remoção manual.
Sem toxicidade relatada em fonte As obras consultadas avaliaram a espécie e não registraram toxicidade. Ainda assim, folha e substrato não são alimento, e ingestão em volume pode causar desconforto digestivo.
As obras consultadas não registram toxicidade para pessoas nesta espécie. As folhas são finas e de bordas levemente serrilhadas, o que pode provocar pequenos cortes no manuseio — um risco mecânico, e não químico.
A ASPCA avaliou a espécie, sob o nome popular pony tail plant, e a classifica como não tóxica para cães e gatos. É um dos poucos registros institucionais explicitamente favoráveis do acervo. As folhas longas e pendentes, ainda assim, são um convite a brincadeiras de gatos, e a ingestão de fibra em volume pode causar vômito.
Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Missouri Botanical Garden (Estados Unidos).
Em caso de suspeita de ingestão
Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →
Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Beaucarnea recurvata.
Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.
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