Palmeiras de interior
Palmeira-kentia
Howea forsteriana (C.Moore & F.Muell.) Becc.
Também chamada de Kentia, Palmeira-do-paraíso, Howea.
A palmeira de interior mais elegante, de folhas escuras arqueadas e crescimento muito lento.
Palmeiras de interior
Howea forsteriana (C.Moore & F.Muell.) Becc.
Também chamada de Kentia, Palmeira-do-paraíso, Howea.
A palmeira de interior mais elegante, de folhas escuras arqueadas e crescimento muito lento.
A kentia tem folhas pinadas longas, de folíolos largos, verde-escuros e levemente pendentes, sustentadas por pecíolos firmes que saem de um tronco único e esbelto. A silhueta é mais sóbria e arquitetônica do que a da areca, e por isso é a palmeira preferida em projetos de interiores mais contidos.
Cresce a partir de uma única haste, sem formar touceira, e é vendida com dois ou três exemplares no mesmo vaso para dar volume. O crescimento é dos mais lentos do acervo: uma ou duas folhas novas por ano.
Toda a produção mundial de sementes vem de uma única ilha australiana, o que explica o preço historicamente elevado da espécie. Foi a palmeira de interior preferida da era vitoriana, cultivada nos salões europeus justamente por tolerar luz reduzida e ambientes fechados.
Luz indireta média
Luz indireta média a intensa, próxima de janela clara. Tolera luz média com folga — foi essa característica que a popularizou nos interiores vitorianos — mas nessa condição praticamente não cresce. Sol direto queima os folíolos em manchas amareladas permanentes.
Rega moderada
Regue quando os três primeiros centímetros do substrato estiverem secos, molhando até drenar e descartando a água do prato. Não tolera secamento total nem encharcamento prolongado. Em vaso grande e ambiente interno sombreado, o intervalo entre regas é longo e a superfície do substrato engana — verifique em profundidade. A demanda cai muito no inverno.
Não existe intervalo fixo
A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →
Não ocorre em cultivo interno. Exige exemplares muito maduros e condições de luz que só se obtêm ao ar livre em clima adequado.
Comportamento normal desta espécie, especialmente após replantio. Uma ou duas folhas por ano é o ritmo esperado.
Ar seco, acúmulo de sais ou água com flúor. Sintoma comum e raramente grave.
Queimadura por sol direto. Afaste da incidência.
Uma folha velha por vez é senescência normal. Em sequência rápida, verifique se o substrato está encharcado ou se secou por completo.
Sem toxicidade relatada em fonte As obras consultadas avaliaram a espécie e não registraram toxicidade. Ainda assim, folha e substrato não são alimento, e ingestão em volume pode causar desconforto digestivo.
As obras consultadas não registram toxicidade para pessoas nesta espécie. Folhas e substrato não são alimento.
A ASPCA avaliou a espécie, sob o nome popular kentia palm, e a classifica como não tóxica para cães e gatos. Junto com a ráfia, a palmeira-de-salão e a areca, compõe o grupo de plantas de grande porte com melhor registro de segurança do acervo.
Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Missouri Botanical Garden (Estados Unidos).
Em caso de suspeita de ingestão
Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →
Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Howea forsteriana.
Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.