Plantas de folhagem

Costela-de-adão-miúda

Monstera adansonii Schott

Também chamada de Monstera adansonii, Buraco-de-queijo, Filodendro-esqueleto.

Folhas perfuradas em versão compacta, ideais para cachepôs suspensos e tutores pequenos.

Luz média Moderada Médio Tóxica

Ilustração botânica de uma costela-de-adão-miúda em vaso de terracota suspenso, com folhas ovais perfuradas por buracos.
  • FamíliaAraceae
  • OrigemNativa da América tropical, das Antilhas e América Central ao norte da América do Sul e ao Brasil, onde ocorre na Amazônia e na Mata Atlântica como trepadeira de sub-bosque.
  • PorteHastes de 1,5 a 3 metros, com folhas de 15 a 30 centímetros.
  • CrescimentoRápido na estação quente e úmida, com crescimento contínuo das pontas.
  • DificuldadeFácil
  • AmbientesSala de estar, Quarto, Banheiro, Escritório e home office

Descrição

A adansonii tem o mesmo recurso morfológico da costela-de-adão — perfurações na lâmina — em escala muito menor e com distribuição diferente: os buracos são ovais, numerosos, distribuídos por toda a superfície, e não há recortes até a borda. Uma folha adulta mede de 15 a 30 centímetros.

A grande vantagem prática sobre a prima maior é o porte. Enquanto a Monstera deliciosa exige espaço de piso considerável, a adansonii funciona em cachepô suspenso, em prateleira ou em tutor de fibra de 60 centímetros, cabendo em apartamentos pequenos.

Ao contrário da deliciosa, esta espécie já apresenta perfurações desde jovem, o que significa que não é preciso esperar anos pelo efeito característico. Em compensação, as folhas nunca alcançam o porte dramático da outra.

Porte
Hastes de 1,5 a 3 metros, com folhas de 15 a 30 centímetros.
Ritmo de crescimento
Rápido na estação quente e úmida, com crescimento contínuo das pontas.

Iluminação

Luz indireta média

Luz indireta média a intensa, sem sol direto. Em luz baixa, as folhas novas saem menores e com menos perfurações, além de os entrenós se alongarem. É mais tolerante à sombra do que a costela-de-adão, mas o efeito ornamental depende de boa luz.

Como avaliar a luz do seu ambiente →

Rega

Rega moderada

Regue quando os dois ou três primeiros centímetros do substrato estiverem secos. Por ser frequentemente cultivada em cachepô suspenso, com pouco volume de substrato e muita exposição ao ar, seca bem mais rápido do que a costela-de-adão no chão. No inverno, em ambiente fechado, a demanda cai muito — verifique antes de cada rega.

Não existe intervalo fixo

A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →

Umidade e temperatura

Umidade do ar
Prefere umidade relativa acima de 60%. Em ar seco, as bordas em torno das perfurações secam e escurecem, o que compromete justamente o atributo ornamental.
Temperatura
Faixa de 18 °C a 30 °C. Abaixo de 15 °C o crescimento cessa; abaixo de 12 °C há dano nas folhas.

Substrato e adubação

Substrato
Substrato leve e muito aerado, com fibra de coco, casca de pínus e perlita. A espécie é epífita na natureza e não tolera substrato compactado.
Adubação
Fertilizante equilibrado diluído a cada três ou quatro semanas na primavera e no verão. Crescimento vigoroso com demanda nutricional correspondente.

Como montar substratos por tipo de planta →

Poda, replantio e propagação

Poda
Pode ser podada acima de um nó em qualquer época para controlar comprimento e induzir ramificação. Sem poda, tende a formar hastes longas com folhas pequenas. Os ramos removidos são estacas prontas.
Replantio
A cada um ou dois anos, na primavera. Espécie de crescimento rápido que esgota o substrato.
Propagação
Estaquia fácil: segmentos com um nó e, de preferência, uma raiz aérea enraízam em água ou substrato úmido em duas a quatro semanas. Plantar várias estacas juntas produz uma planta cheia rapidamente.

Floração

Rara em cultivo interno, restrita a exemplares adultos conduzidos em altura. Produz a espata creme característica das aráceas.

Problemas comuns

  • Folhas novas sem perfurações

    Luz insuficiente ou planta em fase muito juvenil. Aproxime de janela clara e ofereça suporte para escalar.

  • Bordas secas ao redor dos buracos

    Ar seco. É o sintoma mais característico da espécie em ambientes climatizados.

  • Hastes longas com poucas folhas

    Estiolamento por luz baixa e falta de poda. Corrija a posição e pode as pontas.

  • Folhas amarelas na base

    Excesso de água em cachepô sem drenagem adequada. Verifique se o recipiente drena de fato.

Toxicidade

Toxicidade relatada em fonte Há registro de toxicidade em pelo menos uma das obras de referência que consultamos, para pessoas, para animais ou para ambos.

Para pessoas

Contém cristais insolúveis de oxalato de cálcio. A mastigação provoca ardência imediata, salivação e edema de boca e garganta; a seiva irrita pele e olhos.

Para animais

A ASPCA registra Monstera como tóxica para cães e gatos, com irritação oral intensa, salivação excessiva, vômito e dificuldade de deglutição. Em cachepôs suspensos de altura média, as hastes cadentes ficam especialmente acessíveis a gatos.

Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Royal Horticultural Society (Reino Unido).

Em caso de suspeita de ingestão

Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →

Cuidados importantes

  • Confira se o cachepô suspenso tem furo de drenagem real, e não apenas aparência de vaso.
  • Ofereça um tutor se quiser folhas maiores e mais perfuradas. Pendente, a planta mantém folhas menores.
  • Use luvas na poda e lave as mãos em seguida.
  • Em casas com gatos, avalie a altura de instalação: hastes que balançam são um convite a mordidas.

Fontes

Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Monstera adansonii.

Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.