Plantas de folhagem

Filodendro-coração

Philodendron hederaceum (Jacq.) Schott

Também chamada de Filodendro-verde, Imbé-pequeno, Philodendron-brasil.

Trepadeira de folhas cordiformes macias, tolerante a sombra e uma das mais fáceis de multiplicar.

Pouca luz Moderada Médio Tóxica

Ilustração botânica de um filodendro-coração em vaso de terracota, com hastes finas e folhas cordiformes verde-escuras.
  • FamíliaAraceae
  • OrigemNativa de ampla faixa da América tropical, do sul do México e Caribe até o sudeste do Brasil, onde ocorre naturalmente na Mata Atlântica como trepadeira de sub-bosque.
  • PorteHastes de 1 a 3 metros em vaso. Folhas de 7 a 15 centímetros na forma juvenil de cultivo.
  • CrescimentoRápido na estação quente, com crescimento contínuo das pontas e emissão regular de folhas novas.
  • DificuldadeFácil
  • AmbientesSala de estar, Quarto, Escritório e home office, Banheiro, Corredor e hall

Descrição

De longe, o filodendro-coração é confundido com a jiboia — ambos são aráceas trepadeiras de folha em forma de coração. Vistos de perto, diferem com clareza: a folha do filodendro é mais fina, mais flexível e de verde mais escuro e opaco, e a base do pecíolo é envolvida por uma bainha membranosa que seca e se desprende, estrutura ausente na jiboia.

A espécie é nativa do Brasil, e essa origem ajuda a entender seu comportamento em cultivo: é planta de sub-bosque de floresta úmida, acostumada à luz filtrada pelas copas e ao ar carregado de umidade. Cresce escalando troncos com raízes adventícias curtas em cada nó.

A cultivar ‘Brasil’, de folha com faixa central amarelo-clara, e a ‘Micans’, de folha aveludada com reflexo bronze, são as seleções mais procuradas. Ambas mantêm a facilidade de cultivo da espécie e o mesmo ritmo generoso de crescimento.

Porte
Hastes de 1 a 3 metros em vaso. Folhas de 7 a 15 centímetros na forma juvenil de cultivo.
Ritmo de crescimento
Rápido na estação quente, com crescimento contínuo das pontas e emissão regular de folhas novas.

Iluminação

Tolera pouca luz

Tolera sombra melhor do que a maioria das folhagens, o que a torna útil em ambientes internos pouco iluminados. Em luz indireta média a intensa, porém, forma folhas maiores e entrenós mais curtos, resultando em planta muito mais cheia. Sol direto descolore e queima a lâmina, que é fina.

Como avaliar a luz do seu ambiente →

Rega

Rega moderada

Molhe quando os dois primeiros centímetros do substrato secarem, mantendo o miolo do vaso levemente úmido sem nunca encharcar. Como é frequentemente cultivada em vasos pequenos e suspensos, seca rápido em ambientes quentes e ventilados e muito devagar em vasos grandes dentro de apartamentos fechados — verifique com o dedo antes de cada rega, em vez de fixar um dia da semana.

Não existe intervalo fixo

A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →

Umidade e temperatura

Umidade do ar
Aprecia umidade relativa acima de 50%. Em ar muito seco, as pontas das folhas escurecem. Responde bem a agrupamento com outras plantas e a ambientes naturalmente úmidos, como banheiros com janela.
Temperatura
Faixa ideal de 18 °C a 29 °C. Abaixo de 13 °C o crescimento cessa e as folhas podem enegrecer.

Substrato e adubação

Substrato
Substrato para folhagens leve e rico, com fibra de coco e perlita para garantir aeração. Aceita bem casca de pínus fina na mistura.
Adubação
Fertilizante equilibrado em dose diluída a cada três ou quatro semanas na primavera e no verão, ou adubo de liberação lenta a cada quatro meses. Suspenda no período frio.

Como montar substratos por tipo de planta →

Poda, replantio e propagação

Poda
Pode ser podada livremente acima de um nó para controlar comprimento e forçar ramificação. Sem poda, tende a formar hastes longas e ralas. Os ramos cortados são estacas prontas.
Replantio
A cada um ou dois anos, na primavera. Espécie de crescimento rápido que esgota o substrato; a troca periódica de terra importa mais aqui do que em plantas lentas.
Propagação
Estaquia extremamente fácil: qualquer segmento com um nó enraíza em água ou substrato úmido em uma a três semanas. Plantar de seis a dez estacas juntas no mesmo vaso é a forma prática de obter uma planta densa desde o início.

Floração

Excepcional em cultivo interno. Produz espata verde-clara envolvendo a espiga, característica da família, apenas em exemplares adultos em condições muito favoráveis. Não é objetivo de cultivo.

Problemas comuns

  • Hastes compridas com folhas muito espaçadas

    Estiolamento por falta de luz. Aproxime de uma janela com luz indireta e pode as hastes para estimular brotação mais compacta.

  • Folhas amarelas e moles

    Excesso de água. Confira drenagem e espere o substrato secar mais entre as regas.

  • Folhas pequenas e pálidas

    Substrato esgotado ou falta de nutrição em planta de crescimento rápido. Replante em substrato novo e retome a adubação na estação quente.

  • Cochonilha nas axilas das folhas

    Frequente nesta espécie em ambientes fechados. Trate com remoção manual e álcool diluído, inspecionando o verso das folhas e os nós.

Toxicidade

Toxicidade relatada em fonte Há registro de toxicidade em pelo menos uma das obras de referência que consultamos, para pessoas, para animais ou para ambos.

Para pessoas

Como as demais aráceas do acervo, contém cristais insolúveis de oxalato de cálcio. A mastigação causa ardência e edema imediatos em boca e garganta, e a seiva irrita pele e olhos. O gênero Philodendron consta entre as plantas potencialmente nocivas listadas pela Royal Horticultural Society.

Para animais

A ASPCA registra Philodendron como tóxico para cães e gatos, com irritação oral, salivação intensa, vômito e dificuldade de deglutição. A espécie é especialmente relevante nesse aspecto porque, sendo pendente, costuma ficar em altura acessível a gatos que sobem em móveis.

Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Royal Horticultural Society (Reino Unido).

Em caso de suspeita de ingestão

Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →

Cuidados importantes

  • Cuidado ao posicionar vasos suspensos em casas com gatos: hastes cadentes são um estímulo direto para mordidas.
  • Não confunda com a jiboia ao pesquisar cuidados: a folha mais fina do filodendro seca mais rápido em ar seco.
  • Pode regularmente. Sem poda, a planta perde densidade e concentra folhas apenas nas pontas.
  • Use luvas ao cortar e lave as mãos em seguida.

Fontes

Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Philodendron hederaceum.

Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.