Plantas de folhagem
Maranta-tricolor
Maranta leuconeura E.Morren
Também chamada de Maranta, Planta-da-oração, Pé-de-galinha.
Folhagem de nervuras vermelhas que se recolhe ao anoitecer — a mais expressiva do acervo, e sensível a ar seco.
Plantas de folhagem
Maranta leuconeura E.Morren
Também chamada de Maranta, Planta-da-oração, Pé-de-galinha.
Folhagem de nervuras vermelhas que se recolhe ao anoitecer — a mais expressiva do acervo, e sensível a ar seco.
A maranta é conhecida por um comportamento que pouca gente associa a plantas: ao anoitecer, as folhas se erguem e se fecham como mãos em prece, e voltam a se abrir de manhã. O movimento se chama nictinastia e é produzido por células especializadas na base do pecíolo, que alteram seu volume de água em resposta ao ciclo de luz. É a origem do nome popular planta-da-oração.
As folhas são ovais, aveludadas, com um desenho de nervuras que na cultivar ‘Erythroneura’ é vermelho-vivo sobre verde-escuro, e na ‘Kerchoveana’ forma manchas escuras pareadas ao longo da nervura central. Tratam-se de padrões que nenhuma folhagem de nervura lisa consegue substituir.
A espécie é nativa de floresta úmida e, ainda assim, é uma das mais difíceis de manter em apartamento — porque o que ela pede não é calor, é umidade do ar. Vem do chão de mata, onde a umidade relativa raramente cai. Em ambiente com ar-condicionado, as bordas secam em semanas.
Luz indireta média
Luz indireta média, filtrada — é planta de chão de floresta e não suporta sol direto, que descolora e queima a lâmina em poucos dias. Tolera luz relativamente baixa mantendo a folhagem, mas o desenho das nervuras fica menos contrastado. Uma janela voltada para o sul ou uma posição a alguns metros de janela clara atendem bem.
Rega frequente
Mantenha o substrato levemente úmido de forma contínua, regando quando a superfície começar a secar, sem deixar o vaso encharcado nem a água parada no prato. A maranta é sensível ao cloro e ao flúor da água tratada: se aparecerem pontas marrons persistentes mesmo com umidade adequada, teste água filtrada ou deixada em repouso. A necessidade aumenta muito em ambientes quentes, secos e ventilados, e cai no inverno.
Não existe intervalo fixo
A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →
Ocasional em interiores, com pequenas flores brancas ou lilás-claras, discretas, em hastes finas. Sem valor ornamental relevante e sem efeito sobre o vigor da folhagem.
O problema mais comum da espécie, quase sempre por ar seco. Também pode decorrer de acúmulo de sais ou de sensibilidade a componentes da água. Aumente a umidade do ambiente antes de mudar qualquer outra coisa.
Sinal de estresse hídrico — substrato seco demais ou, com menos frequência, encharcado ao ponto de comprometer a raiz. Verifique a umidade do substrato com o dedo.
Luz excessiva ou sol direto. Afaste da incidência direta e ofereça luz filtrada.
Ácaro-rajado, favorecido pelo mesmo ar seco que prejudica a planta. Lave o verso das folhas e corrija a umidade do ambiente.
Sem toxicidade relatada em fonte As obras consultadas avaliaram a espécie e não registraram toxicidade. Ainda assim, folha e substrato não são alimento, e ingestão em volume pode causar desconforto digestivo.
As obras consultadas não registram toxicidade para pessoas nesta espécie. Isso não a torna comestível: substrato e folhas não são alimento, e a ingestão em volume pode provocar desconforto digestivo.
A ASPCA avaliou a espécie, sob o nome popular prayer plant, e a classifica como não tóxica para cães e gatos. É uma das poucas folhagens do acervo com registro institucional favorável explícito, e não apenas ausência de dados — distinção que consideramos importante. Mesmo assim, mordidas repetidas danificam a planta e podem causar vômito por irritação mecânica.
Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).
Em caso de suspeita de ingestão
Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →
Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Maranta leuconeura.
Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.
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