Plantas de folhagem

Estromante-tricolor

Stromanthe thalia (Vell.) J.M.A.Braga

Também chamada de Stromanthe, Maranta-tricolor-rosa, Triostar.

Marantácea de folhagem verde, creme e rosa, com verso inteiramente vinho — a mais colorida da família.

Luz média Frequente Médio Sem confirmação

Ilustração botânica de uma estromante-tricolor em vaso de terracota, com folhas verdes e creme e verso vinho.
  • FamíliaMarantaceae
  • OrigemNativa da Mata Atlântica brasileira, em sub-bosque de floresta úmida. É conhecida no comércio internacional pelo sinônimo Stromanthe sanguinea, e a cultivar ‘Triostar’ responde por quase toda a oferta comercial.
  • PorteDe 40 a 80 centímetros de altura, com touceira que se alarga até 60 centímetros. Folhas de 15 a 30 centímetros.
  • CrescimentoModerado na estação quente e úmida, com folhas novas emergindo enroladas do centro da touceira.
  • DificuldadeExigente
  • AmbientesBanheiro, Sala de estar, Quarto

Descrição

A estromante combina três cores na face superior da folha — verde-escuro, creme e rosa, em faixas irregulares que variam de folha para folha — e um verso uniformemente vinho-arroxeado. Quando a luz atravessa a lâmina ou quando as folhas se erguem à noite, o verso fica visível e a planta muda completamente de aparência.

Como as demais marantáceas, executa o movimento nictinástico, erguendo as folhas ao anoitecer. É uma planta de touceira, que se espalha lateralmente por rizomas e forma um conjunto denso com o tempo.

É espécie de Mata Atlântica, e o que ela pede reproduz esse habitat: luz filtrada, calor moderado e umidade constante. Menos exigente do que a calateia-orbifolia, mas ainda assim sensível a ar seco — a escolha intermediária do acervo entre a maranta e a calateia.

Porte
De 40 a 80 centímetros de altura, com touceira que se alarga até 60 centímetros. Folhas de 15 a 30 centímetros.
Ritmo de crescimento
Moderado na estação quente e úmida, com folhas novas emergindo enroladas do centro da touceira.

Iluminação

Luz indireta média

Luz indireta média e filtrada, sem sol direto, que desbota o creme e queima a lâmina. A intensidade da luz influencia diretamente a proporção de rosa e creme nas folhas novas: em luz muito baixa, elas saem predominantemente verdes e a planta perde o atributo ornamental.

Como avaliar a luz do seu ambiente →

Rega

Rega frequente

Mantenha o substrato uniformemente úmido, regando assim que a superfície começar a secar, sem encharcar e sem deixar água no prato. Como as demais marantáceas, é sensível a cloro e flúor: bordas marrons persistentes em ambiente úmido sugerem testar água filtrada. Ambientes quentes e ventilados aumentam a demanda de forma significativa em relação ao inverno.

Não existe intervalo fixo

A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →

Umidade e temperatura

Umidade do ar
Exige umidade relativa alta, acima de 60%. Em ar seco, as bordas secam e enrolam. Prefira elevar a umidade do ambiente com agrupamento de plantas ou bandeja de pedras e água, em vez de borrifar a folhagem.
Temperatura
Faixa de 18 °C a 28 °C. Abaixo de 15 °C sofre dano visível. Não tolera correntes de ar frio nem proximidade de ar-condicionado.

Substrato e adubação

Substrato
Substrato leve, rico e retentivo sem compactar: fibra de coco, substrato para folhagens e perlita. Raízes superficiais pedem vaso mais largo do que profundo.
Adubação
Fertilizante equilibrado bem diluído, à metade ou a um quarto da dose, a cada quatro semanas na estação de crescimento. Sensível a excesso de sais.

Como montar substratos por tipo de planta →

Poda, replantio e propagação

Poda
Remova folhas secas ou muito danificadas cortando o pecíolo rente à base. Não corte pontas marrons de folhas sadias: o corte não cicatriza e continua secando.
Replantio
A cada dois anos, na primavera, em vaso largo e raso. Espécie que sofre com transplante e demora semanas para retomar o crescimento.
Propagação
Por divisão da touceira no replantio, separando rizomas com raízes e pelo menos duas folhas. Mantenha as divisões em ambiente úmido e sombreado até a retomada do crescimento. Não se propaga por estaca de folha.

Floração

Ocasional em interiores, com inflorescências de brácteas vermelhas e pequenas flores brancas. São discretas em relação à folhagem, mas mais vistosas do que nas outras marantáceas do acervo.

Problemas comuns

  • Bordas secas e enroladas

    Ar seco, seguido de qualidade da água e excesso de adubo. Corrija a umidade do ambiente como primeira medida.

  • Folhas novas sem rosa nem creme

    Luz insuficiente para sustentar o tecido variegado. Aproxime de posição mais clara e filtrada.

  • Folhas enroladas ao longo da nervura

    Estresse hídrico. Verifique o substrato em profundidade antes de decidir se falta ou sobra água.

  • Pontilhado claro e teias no verso

    Ácaro-rajado, favorecido por ar seco. Lave o verso das folhas e eleve a umidade do ambiente.

Toxicidade

Sem confirmação nas fontes consultadas Não localizamos avaliação da espécie nas obras de referência. Ausência de registro não é atestado de segurança: trate como desconhecida e mantenha fora do alcance de crianças e animais.

Para pessoas

Não localizamos avaliação específica desta espécie nas obras de toxicologia consultadas. Outras marantáceas ornamentais não têm toxicidade registrada, mas estendemos essa informação a esta espécie apenas como indicação de contexto, e não como conclusão. Folha e substrato não são alimento.

Para animais

A espécie não consta na base de dados de toxicidade da ASPCA, que avaliou outros gêneros da mesma família — Maranta e Calathea — como não tóxicos. Não afirmamos que a estromante seja segura para cães e gatos, porque a avaliação da espécie não existe nas fontes que usamos. Mantenha fora do alcance de animais que mastigam plantas e consulte um veterinário diante de qualquer ingestão.

Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).

Em caso de suspeita de ingestão

Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →

Cuidados importantes

  • Resolva a umidade do ar antes de qualquer outro ajuste: é o fator determinante nesta família.
  • Mantenha longe de saídas de ar-condicionado e ventiladores.
  • Não trate como atóxica por analogia com outras marantáceas. A espécie não foi avaliada.
  • Use vaso largo e raso, compatível com o rizoma superficial.

Fontes

Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Stromanthe thalia.

  • Toxic and Non-Toxic Plants List ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals · Base de dados de toxicidade veterinária
  • Jardim Botânico do Rio de Janeiro — coleções vivas Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro · Instituição de pesquisa botânica
  • Flora e Funga do Brasil Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) · Base taxonômica nacional
  • Plantas Ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras Instituto Plantarum de Estudos da Flora · Harri Lorenzi; Hermes Moreira de Souza · Livro de referência
  • Plants of the World Online Royal Botanic Gardens, Kew (Reino Unido) · Base taxonômica

Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.