Suculentas

Haworthia-zebra

Haworthiopsis attenuata (Haw.) G.D.Rowley

Também chamada de Haworthia, Planta-zebra, Babosinha-listrada.

Roseta pequena de folhas pontiagudas com faixas brancas em relevo, a suculenta que melhor aceita luz indireta.

Luz média Espaçada Pequeno Sem confirmação

Ilustração botânica de uma haworthia-zebra em vaso de terracota pequeno, com folhas pontiagudas escuras e faixas brancas em relevo.
  • FamíliaAsphodelaceae
  • OrigemNativa da província do Cabo Oriental, na África do Sul, onde cresce em fendas de rocha e sob a proteção parcial de arbustos — o que explica sua tolerância à luz mais moderada, incomum entre suculentas.
  • PorteRoseta de 8 a 12 centímetros de altura e diâmetro, formando touceira com os rebentos.
  • CrescimentoMuito lento. Poucas folhas novas por ano e rebentos laterais ocasionais.
  • DificuldadeFácil
  • AmbientesSala de estar, Escritório e home office, Quarto, Cozinha, Varanda coberta

Descrição

A haworthia-zebra forma uma roseta compacta de folhas triangulares, rígidas e pontiagudas, verde-escuras, cobertas por tubérculos brancos que se organizam em faixas transversais — o padrão que originou o nome popular. As folhas são espessas e armazenam água.

É a suculenta mais adequada a ambiente interno deste acervo, e por uma razão biológica: na natureza, cresce à sombra parcial de arbustos e em fendas de rocha, e não exposta a pleno sol como as echeverias. Isso lhe dá tolerância real a luz indireta intensa, sem estiolar.

O porte contido — raramente passa de 12 centímetros — a torna adequada a prateleiras, mesas e vasos pequenos. Produz rebentos laterais com generosidade, formando touceiras densas ao longo dos anos.

Porte
Roseta de 8 a 12 centímetros de altura e diâmetro, formando touceira com os rebentos.
Ritmo de crescimento
Muito lento. Poucas folhas novas por ano e rebentos laterais ocasionais.

Iluminação

Luz indireta média

Luz indireta intensa, junto de janela clara, é a condição ideal — e é o que a diferencia das outras suculentas do acervo. Tolera sol direto suave da manhã, mas o sol forte do meio-dia avermelha e queima as folhas. Em luz muito baixa, a roseta se abre e as folhas perdem a rigidez, embora o estiolamento seja bem menos dramático do que na echeveria.

Como avaliar a luz do seu ambiente →

Rega

Rega espaçada

Deixe o substrato secar por completo antes de regar, molhando junto à borda do vaso e evitando o centro da roseta. As folhas ficam menos firmes e levemente translúcidas na base quando a planta precisa de água. Em vaso pequeno e ambiente quente, o secamento é relativamente rápido; no inverno, a planta atravessa semanas sem água sem prejuízo. O excesso de água apodrece a base da roseta e é a principal causa de perda.

Não existe intervalo fixo

A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →

Umidade e temperatura

Umidade do ar
Indiferente à umidade do ar, adaptada a ambientes secos e climatizados.
Temperatura
Faixa de 12 °C a 30 °C. Tolera noites frescas. Não tolera geada.

Substrato e adubação

Substrato
Mineral e muito drenante: substrato para cactos e suculentas com areia grossa e pedrisco. Vaso pequeno, de barro, com uma camada de pedrisco na superfície para manter o colo seco.
Adubação
Fertilizante para suculentas muito diluído, uma ou duas vezes na estação quente. Exigência mínima, coerente com o crescimento muito lento.

Como montar substratos por tipo de planta →

Poda, replantio e propagação

Poda
Remova folhas externas secas puxando-as com cuidado. Não há poda de formação. Rebentos laterais podem ser separados para controlar o tamanho da touceira.
Replantio
A cada três anos, em vaso apenas ligeiramente maior. Espécie de raiz pequena e crescimento lento, que prefere ficar apertada.
Propagação
Por separação dos rebentos laterais, que é o método confiável: retire um rebento com raízes, deixe cicatrizar um dia e plante em substrato seco. A propagação por folha é possível, mas tem taxa de sucesso baixa nesta espécie, ao contrário do que ocorre com echeverias e sedums.

Floração

Ocasional, na primavera e no verão. Produz uma haste fina e alta, desproporcional ao tamanho da planta, com pequenas flores tubulares esbranquiçadas e discretas. Não tem valor ornamental e não esgota a planta.

Problemas comuns

  • Base da roseta mole e escura

    Apodrecimento por excesso de água. Retire do vaso, corte o tecido comprometido e replante em substrato seco e mineral.

  • Folhas avermelhadas ou acinzentadas

    Excesso de sol direto. Não é doença, mas indica exposição acima do que a espécie tolera. Afaste da incidência direta.

  • Roseta aberta com folhas moles

    Luz insuficiente. Aproxime de janela clara com luz indireta intensa.

  • Folhas enrugadas com base translúcida

    Falta prolongada de água. Retome a rega e a planta se recupera.

Toxicidade

Sem confirmação nas fontes consultadas Não localizamos avaliação da espécie nas obras de referência. Ausência de registro não é atestado de segurança: trate como desconhecida e mantenha fora do alcance de crianças e animais.

Para pessoas

Não localizamos avaliação específica desta espécie nas obras de toxicologia consultadas. A espécie pertence à mesma família da babosa, que tem toxicidade registrada, e por isso não presumimos segurança. Folhas e substrato não são alimento.

Para animais

A espécie não consta na base de dados de toxicidade da ASPCA de forma que nos permita afirmar ausência de toxicidade. É comum encontrar a informação de que haworthias são seguras para animais, e não identificamos fonte institucional que a sustente — sobretudo porque pertencem à mesma família da babosa, esta sim com toxicidade registrada. Mantenha fora do alcance de animais que mastigam plantas.

Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Royal Botanic Gardens, Kew (Reino Unido).

Em caso de suspeita de ingestão

Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →

Cuidados importantes

  • É a suculenta do acervo mais adequada a ambiente interno, mas ainda precisa de janela clara.
  • Regue sempre junto à borda do vaso, nunca no centro da roseta.
  • Não trate como atóxica por analogia: a espécie não foi avaliada e pertence à família da babosa.
  • Prefira vaso pequeno. Excesso de substrato úmido ao redor de uma raiz pequena é risco direto.

Fontes

Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Haworthiopsis attenuata.

Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.