Plantas pendentes

Clorofito

Chlorophytum comosum (Thunb.) Jacques

Também chamada de Gravatinha, Planta-aranha, Fita-de-são-jorge.

Folhas em fita arqueadas e mudas penduradas em hastes longas, com registro de segurança para animais e tolerância a quase tudo.

Luz média Moderada Pequeno Sem toxicidade relatada

Ilustração botânica de um clorofito em vaso de terracota suspenso, com folhas em fita arqueadas e mudas penduradas em hastes.
  • FamíliaAsparagaceae
  • OrigemNativa da África do Sul, em áreas de floresta e vegetação subtropical. Cultivada como planta de interior desde o século XIX, é uma das espécies ornamentais mais difundidas do mundo.
  • PorteTouceira de 30 a 50 centímetros, com hastes de mudas pendendo por até 80 centímetros.
  • CrescimentoRápido na estação quente, com produção contínua de folhas e de hastes com mudas.
  • DificuldadeFácil
  • AmbientesSala de estar, Quarto, Escritório e home office, Banheiro, Cozinha, Corredor e hall

Descrição

O clorofito forma uma touceira de folhas em fita arqueadas, verdes com faixas creme ou brancas nas cultivares mais comuns, e produz hastes longas e finas de onde pendem pequenas plantas completas, com folhas e raízes prontas. Essas mudas aéreas são a razão dos nomes populares planta-aranha e gravatinha.

É a pendente mais indulgente do acervo. Aceita luz média a baixa, tolera rega irregular, adapta-se a ar seco e se recupera de quase qualquer descuido a partir das raízes tuberosas que armazenam água.

Tem ainda uma característica que o diferencia na prática: a ASPCA avaliou a espécie e não lhe atribui toxicidade, o que é raro entre as plantas pendentes de fácil cultivo. Isso a coloca entre as melhores escolhas para casas com animais — observando que gatos são particularmente atraídos por suas folhas e as mastigam com frequência.

Porte
Touceira de 30 a 50 centímetros, com hastes de mudas pendendo por até 80 centímetros.
Ritmo de crescimento
Rápido na estação quente, com produção contínua de folhas e de hastes com mudas.

Iluminação

Luz indireta média

Luz indireta média é o ideal, e a planta tolera luz baixa com crescimento mais lento e menos mudas. Em luz clara, as faixas creme ficam mais definidas e a produção de hastes com mudas aumenta bastante. Sol direto queima as pontas das folhas.

Como avaliar a luz do seu ambiente →

Rega

Rega moderada

Regue quando os dois ou três primeiros centímetros do substrato estiverem secos. As raízes tuberosas armazenam água e a planta tolera esquecimentos com folga — murcha, mas se recupera. Em cachepô suspenso e clima quente, o secamento é rápido; no inverno, muito mais lento. Espécie sensível ao flúor da água tratada, o que se manifesta como pontas marrons: se o sintoma persistir, teste água filtrada ou de chuva.

Não existe intervalo fixo

A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →

Umidade e temperatura

Umidade do ar
Adapta-se a umidade média e tolera ar seco. Em ambientes muito secos, as pontas das folhas escurecem, sem prejuízo para a planta.
Temperatura
Faixa ampla, de 10 °C a 30 °C. Uma das espécies mais tolerantes ao frio do acervo, o que a torna adequada aos invernos do Sul e do Sudeste em ambiente interno.

Substrato e adubação

Substrato
Substrato para folhagens comum, com perlita para drenagem. Pouco exigente.
Adubação
Fertilizante equilibrado diluído a cada quatro ou seis semanas na estação quente. Exigência moderada; excesso reduz a produção de mudas.

Como montar substratos por tipo de planta →

Poda, replantio e propagação

Poda
Remova folhas secas ou danificadas cortando rente à base, e apare pontas marrons em diagonal. As hastes com mudas podem ser cortadas quando não se desejar mais o efeito pendente, ou mantidas como atributo ornamental.
Replantio
Anual ou a cada dois anos. As raízes tuberosas preenchem o vaso rapidamente e chegam a levantar o bloco de substrato — sinal claro de que é hora de trocar. Curiosamente, a planta produz mais mudas quando está levemente apertada.
Propagação
A mais imediata do acervo. Corte uma muda aérea já com raízes visíveis e plante em substrato úmido — o pegamento é praticamente garantido. Também se propaga por divisão da touceira no replantio.

Floração

Frequente na estação quente, com pequenas flores brancas de seis pétalas ao longo das hastes longas. São discretas e, depois delas, é nos mesmos pontos que se formam as mudas aéreas.

Problemas comuns

  • Pontas das folhas marrons

    O sintoma mais comum da espécie, associado a sensibilidade ao flúor da água tratada, a ar seco ou a acúmulo de sais. Água filtrada reduz visivelmente o problema.

  • Nenhuma muda aérea

    Planta ainda jovem, luz insuficiente, ou vaso grande demais. A espécie produz mais mudas quando está levemente apertada e bem iluminada.

  • Faixas creme desbotadas

    Luz insuficiente. Aproxime de posição mais clara com luz indireta.

  • Centro da touceira apodrecido

    Excesso de água com drenagem ruim. Divida a touceira, descarte a parte comprometida e replante.

Toxicidade

Sem toxicidade relatada em fonte As obras consultadas avaliaram a espécie e não registraram toxicidade. Ainda assim, folha e substrato não são alimento, e ingestão em volume pode causar desconforto digestivo.

Para pessoas

As obras consultadas não registram toxicidade para pessoas nesta espécie. Folhas e substrato não são alimento.

Para animais

A ASPCA avaliou a espécie, sob o nome popular spider plant, e a classifica como não tóxica para cães e gatos. Circula com frequência a afirmação de que a planta tem efeito alucinógeno em gatos; não localizamos respaldo institucional para essa alegação e por isso não a reproduzimos. O que se observa com segurança é que gatos se interessam muito pelas folhas em fita e pelas mudas balançantes, e a ingestão de fibra em volume pode causar vômito por irritação mecânica, sem envolver toxina.

Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; North Carolina State University — Cooperative Extension.

Em caso de suspeita de ingestão

Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →

Cuidados importantes

  • Se as pontas escurecerem de forma persistente, teste água filtrada antes de mudar qualquer outra coisa.
  • Mantenha o vaso levemente apertado se o objetivo for a produção de mudas aéreas.
  • Não repita a alegação de efeito alucinógeno em gatos: não há respaldo institucional para ela.
  • Aproveite as mudas aéreas. É a forma mais rápida e confiável de multiplicar uma planta neste acervo.

Fontes

Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Chlorophytum comosum.

Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.