Plantas com flores
Clívia
Clivia miniata (Lindl.) Regel
Também chamada de Lírio-do-natal, Clívia-laranja, Kaffir lily.
Umbelas de flores laranja sobre folhagem em fita, uma das poucas floríferas de sombra — e tóxica em todas as partes.
Plantas com flores
Clivia miniata (Lindl.) Regel
Também chamada de Lírio-do-natal, Clívia-laranja, Kaffir lily.
Umbelas de flores laranja sobre folhagem em fita, uma das poucas floríferas de sombra — e tóxica em todas as partes.
A clívia forma um leque de folhas largas, em fita, coriáceas e dispostas em duas fileiras opostas, de onde emerge uma haste robusta terminada em uma umbela com doze a vinte flores tubulares, quase sempre laranja com garganta amarela. Há seleções amarelas e creme, mais raras e caras.
É notável entre as plantas bulbosas ornamentais por ser de sombra: quase todas as amarilidáceas de jardim exigem sol pleno, mas a clívia cresce naturalmente no sub-bosque e queima sob incidência direta. Isso a torna uma das pouquíssimas opções de floração vistosa para ambientes internos com luz média.
A planta cresce a partir de um rizoma com raízes carnudas e se torna mais florífera com os anos, à medida que a touceira adensa. Exemplares antigos, com muitos leques, produzem várias hastes florais simultâneas. É planta de longevidade notável — passa décadas no mesmo local.
Luz indireta média
Luz indireta média, filtrada, sem sol direto — que produz manchas amareladas permanentes nas folhas coriáceas. Tolera luz relativamente baixa mantendo a folhagem, mas a floração exige claridade constante. Varandas cobertas e sombreadas e janelas voltadas para o sul são posições adequadas.
Rega espaçada
Deixe a metade superior do substrato secar antes de regar, molhando até drenar. As raízes são carnudas e armazenam água, o que significa tolerância a espera e intolerância a encharcamento. Um ponto decisivo: no fim do outono e no inverno, a planta precisa de um repouso seco e fresco de seis a dez semanas, com rega mínima — é esse período de restrição que dispara a formação da haste floral. Sem ele, a clívia não floresce.
Não existe intervalo fixo
A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →
Do fim do inverno ao início da primavera, tipicamente entre agosto e outubro, com a umbela permanecendo vistosa por três a quatro semanas. A floração depende do repouso seco e fresco do inverno e tende a ser mais generosa em plantas antigas e apertadas no vaso.
Ausência do repouso seco e fresco do inverno é a causa mais frequente, seguida por replantio recente e vaso grande demais. Reduza a rega de junho a agosto e mantenha a planta em local fresco.
Queimadura por sol direto. Afaste imediatamente da incidência.
Apodrecimento por excesso de água, especialmente se houve rega normal durante o repouso invernal.
Temperatura alta durante a formação da haste, ou luz insuficiente. Um repouso mais fresco corrige na temporada seguinte.
Toxicidade relatada em fonte Há registro de toxicidade em pelo menos uma das obras de referência que consultamos, para pessoas, para animais ou para ambos.
Contém licorina e outros alcaloides característicos da família Amaryllidaceae, em concentração maior nas partes subterrâneas. A ingestão provoca náusea, vômito e diarreia; em quantidade significativa, há relato de efeitos neurológicos e cardiovasculares. A Royal Horticultural Society classifica o gênero entre as plantas de ingestão perigosa.
A ASPCA registra Clivia miniata como tóxica para cães e gatos, atribuindo o efeito à licorina, com salivação, vômito, diarreia e — em ingestão de grande quantidade, especialmente do rizoma — convulsões e queda de pressão entre os sinais descritos. É uma toxicidade sistêmica, e não apenas irritativa, o que a torna mais séria do que a das aráceas.
Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Pet Poison Helpline (Estados Unidos); Royal Horticultural Society (Reino Unido).
Em caso de suspeita de ingestão
Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →
Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Clivia miniata.
Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.
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