Plantas de folhagem

Alocásia-orelha-de-elefante

Alocasia × amazonica hort.

Também chamada de Alocásia, Orelha-de-elefante, Alocasia amazonica.

Folhas escuras em forma de escudo, com nervuras brancas em relevo — a folhagem mais gráfica do acervo, e a de repouso sazonal mais marcado.

Luz média Moderada Médio Tóxica

Ilustração botânica de uma alocásia-orelha-de-elefante em vaso de terracota, com folhas escuras em forma de escudo e nervuras brancas.
  • FamíliaAraceae
  • OrigemHíbrido de origem hortícola, obtido do cruzamento entre Alocasia longiloba e Alocasia sanderiana, ambas do sudeste asiático. O epíteto amazonica não indica procedência: foi dado em referência ao viveiro Amazon Nursery, na Flórida, onde o híbrido foi produzido nos anos 1950. A planta não tem relação com a Amazônia.
  • PorteDe 40 a 80 centímetros de altura, com folhas de 20 a 40 centímetros.
  • CrescimentoModerado na estação quente, com uma folha nova a cada duas ou três semanas em boas condições. Interrompe o crescimento no frio.
  • DificuldadeExigente
  • AmbientesSala de estar, Banheiro, Varanda coberta

Descrição

As folhas da alocásia são sagitadas, quase triangulares, de verde muito escuro e superfície levemente metálica, cortadas por nervuras brancas espessas que dividem a lâmina em setores bem definidos. As bordas são onduladas. É um desenho que não se confunde com nenhuma outra planta de interior.

A espécie cresce a partir de um tubérculo subterrâneo e tem um comportamento sazonal que confunde quem cultiva pela primeira vez: ao chegar o período frio ou seco, a planta descarta as folhas uma a uma e pode ficar reduzida ao tubérculo. Isso não é morte — é dormência, e a planta rebrota na primavera se o tubérculo for mantido firme e o substrato apenas ligeiramente úmido.

Fora desse ciclo, a alocásia é uma folhagem exigente em umidade e luz, sensível a ácaros e pouco tolerante a erros de rega. Recomendamos como segunda ou terceira planta, não como primeira.

Porte
De 40 a 80 centímetros de altura, com folhas de 20 a 40 centímetros.
Ritmo de crescimento
Moderado na estação quente, com uma folha nova a cada duas ou três semanas em boas condições. Interrompe o crescimento no frio.

Iluminação

Luz indireta média

Luz indireta intensa e filtrada, junto de janela clara com cortina, sem sol direto — a folha escura absorve calor e queima rapidamente sob incidência direta. Em luz insuficiente, a planta emite folhas pequenas, perde as antigas e acaba entrando em dormência fora de época.

Como avaliar a luz do seu ambiente →

Rega

Rega moderada

Regue quando os dois primeiros centímetros do substrato estiverem secos, mantendo umidade leve e constante no restante, sem saturação. O tubérculo apodrece com facilidade em substrato encharcado, e é por isso que a rega desta espécie exige mais atenção do que a das aráceas trepadeiras. Durante a dormência, reduza a rega ao mínimo necessário para que o substrato não seque por completo.

Não existe intervalo fixo

A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →

Umidade e temperatura

Umidade do ar
Exige umidade relativa alta, acima de 60%. É uma das espécies do acervo mais afetadas por ar seco, que provoca bordas secas e favorece infestação de ácaros.
Temperatura
Faixa de 18 °C a 30 °C. Abaixo de 16 °C entra em dormência; abaixo de 12 °C o tubérculo pode ser danificado.

Substrato e adubação

Substrato
Substrato muito aerado e ao mesmo tempo retentivo: fibra de coco, casca de pínus, perlita e substrato para folhagens. A drenagem em torno do tubérculo é decisiva.
Adubação
Fertilizante equilibrado diluído a cada três ou quatro semanas apenas durante o crescimento ativo. Suspenda completamente na dormência, quando a planta não consegue absorver os nutrientes e os sais se acumulam.

Como montar substratos por tipo de planta →

Poda, replantio e propagação

Poda
Remova folhas amareladas ou secas cortando o pecíolo rente à base, com luvas. Não há poda de formação. A perda gradual de folhas velhas é normal e acompanha a emissão de folhas novas.
Replantio
A cada dois anos, na primavera, quando a planta retoma o crescimento. Manuseie o tubérculo com cuidado; rebentos laterais podem ser separados nesse momento.
Propagação
Por separação dos rebentos laterais que se formam ao redor do tubérculo principal, durante o replantio de primavera. Cada rebento com raiz própria se estabelece como planta nova. Não se propaga por estaca de folha.

Floração

Ocasional em interiores, com espata esverdeada a creme envolvendo a espiga, pouco vistosa. É prática comum removê-la, porque a floração consome energia que a planta usaria para produzir folhas — o atributo pelo qual a espécie é cultivada.

Problemas comuns

  • Perda de todas as folhas no outono ou inverno

    Dormência, e não morte. Verifique se o tubérculo está firme, reduza a rega ao mínimo, mantenha em local aquecido e aguarde a primavera.

  • Pontilhado claro nas folhas e teias finíssimas

    Ácaro-rajado, a praga mais associada a esta espécie, favorecida por ar seco. Inspecione o verso das folhas com frequência e trate aos primeiros sinais.

  • Bordas secas e onduladas em excesso

    Ar seco ou acúmulo de sais de adubo. Corrija a umidade do ambiente e reduza a fertilização.

  • Tubérculo mole

    Apodrecimento por excesso de água, especialmente se ocorreu rega normal durante a dormência. Retire do vaso, corte o tecido mole e replante em substrato apenas ligeiramente úmido.

Toxicidade

Toxicidade relatada em fonte Há registro de toxicidade em pelo menos uma das obras de referência que consultamos, para pessoas, para animais ou para ambos.

Para pessoas

Contém cristais insolúveis de oxalato de cálcio em concentração elevada, inclusive no tubérculo. A mastigação de qualquer parte provoca dor intensa e imediata, salivação e edema de boca e garganta; o contato da seiva com os olhos é muito irritante. O gênero Alocasia consta entre as plantas potencialmente nocivas listadas pela Royal Horticultural Society.

Para animais

A ASPCA registra Alocasia como tóxica para cães e gatos, com irritação oral intensa, salivação excessiva, dificuldade de deglutição e vômito. O tubérculo, quando exposto no replantio, merece atenção especial em casas com cães que cavam vasos.

Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Royal Horticultural Society (Reino Unido).

Em caso de suspeita de ingestão

Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →

Cuidados importantes

  • Não descarte a planta quando ela perder as folhas no inverno. Verifique o tubérculo antes de desistir.
  • Inspecione o verso das folhas semanalmente na estação seca: ácaros se instalam antes de qualquer sinal visível na face superior.
  • Use luvas em qualquer manejo, com atenção redobrada ao manipular o tubérculo.
  • Suspenda a adubação durante a dormência. Adubar uma planta parada apenas acumula sais no substrato.

Fontes

Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Alocasia × amazonica.

Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.