Plantas de folhagem

Aglaonema

Aglaonema commutatum Schott

Também chamada de Nova-vida, Pé-de-moleque.

Folhagem de nervuras contrastantes que aceita luz baixa e traz cor sem depender de floração.

Pouca luz Moderada Médio Tóxica

Ilustração botânica de uma aglaonema em vaso de terracota, com folhas lanceoladas verde-escuras e manchas prateadas ao longo das nervuras.
  • FamíliaAraceae
  • OrigemNativa das Filipinas e do nordeste de Sulawesi, na Indonésia, em sub-bosque de floresta tropical úmida. As cultivares de folha rosa e vermelha hoje vendidas resultam de hibridação intensa realizada sobretudo na Tailândia.
  • PorteTouceira de 40 a 80 centímetros de altura e largura semelhante, com folhas de 15 a 30 centímetros.
  • CrescimentoLento a moderado. Algumas folhas novas por estação de crescimento.
  • DificuldadeFácil
  • AmbientesSala de estar, Quarto, Escritório e home office, Corredor e hall

Descrição

A aglaonema resolve um impasse comum do cultivo interno: ter cor em ambiente sem luz suficiente para florescer. A cor está na própria folha — prateada, creme, rosa ou vermelha, distribuída em manchas ao longo das nervuras — e não depende de estação nem de floração.

A planta cresce em touceira ereta a partir de um caule curto que, com o tempo, se alonga e se deita, deixando a base desnuda. É um comportamento natural da espécie, não um problema de cultivo, e se corrige com poda ou replantio mais fundo.

Uma distinção importante: as cultivares de folhagem predominantemente verde e prateada são as que realmente toleram sombra. As seleções rosas e vermelhas precisam de luz consideravelmente maior para manter o pigmento; em ambiente escuro, a folha nova volta ao verde e a planta perde exatamente o atributo pelo qual foi escolhida.

Porte
Touceira de 40 a 80 centímetros de altura e largura semelhante, com folhas de 15 a 30 centímetros.
Ritmo de crescimento
Lento a moderado. Algumas folhas novas por estação de crescimento.

Iluminação

Tolera pouca luz

As cultivares verdes e prateadas toleram bem luz baixa, inclusive iluminação artificial de escritório. As de folhagem rosa ou vermelha exigem luz indireta média a intensa para manter o pigmento. Nenhuma delas aceita sol direto, que queima a folha rapidamente.

Como avaliar a luz do seu ambiente →

Rega

Rega moderada

Regue quando os dois ou três primeiros centímetros do substrato estiverem secos, mantendo umidade leve e constante no restante do vaso, sem saturação. A necessidade cai bastante em ambientes frios, escuros ou com vaso grande, e sobe em varandas ventiladas no verão. Sensível a flúor e cloro em concentração alta: se a água da torneira produzir pontas marrons persistentes, experimente água filtrada ou deixada em repouso.

Não existe intervalo fixo

A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →

Umidade e temperatura

Umidade do ar
Prefere umidade relativa acima de 50%. Em ar seco, as pontas e bordas das folhas secam. Ambientes internos naturalmente úmidos são ideais.
Temperatura
Faixa de 18 °C a 30 °C. Espécie sensível ao frio: abaixo de 15 °C aparecem manchas encharcadas e escuras na folha, dano que é irreversível.

Substrato e adubação

Substrato
Substrato para folhagens com boa retenção e ainda assim aerado, com fibra de coco e perlita. Evite misturas muito arenosas, que secam demais para a raiz fina desta espécie.
Adubação
Fertilizante equilibrado diluído a cada quatro a seis semanas na estação quente, ou adubo de liberação lenta duas vezes ao ano. Espécie pouco exigente; excesso queima as bordas das folhas.

Como montar substratos por tipo de planta →

Poda, replantio e propagação

Poda
Remova folhas velhas e amareladas rente à base. Quando o caule se alongar e deitar, corte a ponta com algumas folhas e enraíze como estaca, renovando a planta. Também é possível replantar o exemplar mais fundo, enterrando parte do caule nu, que emite raízes.
Replantio
A cada dois ou três anos, na primavera. Planta de raiz relativamente pequena em relação à parte aérea: não exagere no tamanho do vaso.
Propagação
Por divisão da touceira no replantio, separando rebentos com raízes, ou por estaquia da ponta do caule em substrato úmido. Estacas de caule sem folhas, deitadas em substrato, também brotam a partir dos nós.

Floração

Produz ocasionalmente a espata típica das aráceas, esverdeada ou creme, pouco vistosa. Muitos cultivadores a removem para que a planta concentre energia na folhagem, que é o atributo ornamental.

Problemas comuns

  • Bordas e pontas marrons

    Ar seco, excesso de adubo ou sensibilidade a componentes da água. Reveja a umidade do ambiente e lave o substrato com rega abundante uma vez.

  • Manchas escuras encharcadas

    Dano por frio, especialmente em exemplares expostos a corrente de ar em noites frias. As folhas afetadas não recuperam e devem ser removidas.

  • Folhas novas verdes em cultivar rosa

    Luz insuficiente para sustentar o pigmento. Aproxime de janela com luz indireta intensa, sem sol direto.

  • Base desfolhada e caule deitado

    Comportamento natural de planta madura. Renove por estaquia da ponta ou replante enterrando parte do caule.

Toxicidade

Toxicidade relatada em fonte Há registro de toxicidade em pelo menos uma das obras de referência que consultamos, para pessoas, para animais ou para ambos.

Para pessoas

Contém cristais insolúveis de oxalato de cálcio. A mordida em folha ou pecíolo provoca ardência intensa e imediata na boca, salivação e inchaço; o contato da seiva com os olhos é bastante irritante.

Para animais

A ASPCA registra Aglaonema como tóxica para cães e gatos, com irritação oral, salivação excessiva, dificuldade de engolir e vômito entre os sinais descritos.

Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; North Carolina State University — Cooperative Extension.

Em caso de suspeita de ingestão

Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →

Cuidados importantes

  • Mantenha longe de correntes de ar frio e de aparelhos de ar-condicionado: é uma das espécies do acervo mais sensíveis ao frio.
  • Escolha cultivares verdes e prateadas se o ambiente for escuro. As rosas frustram quem espera cor em pouca luz.
  • Use luvas na poda e ao dividir a touceira.
  • Limpe as folhas largas com pano úmido, sem produtos de brilho, que obstruem os estômatos.

Fontes

Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Aglaonema commutatum.

Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.