Samambaias
Samambaia-azul
Phlebodium aureum (L.) J.Sm.
Também chamada de Polipódio-dourado, Samambaia-de-pata-de-urso, Phlebodium.
Frondes azuladas lobadas sobre rizomas peludos rastejantes — a samambaia mais tolerante a ar seco do acervo.
Samambaias
Phlebodium aureum (L.) J.Sm.
Também chamada de Polipódio-dourado, Samambaia-de-pata-de-urso, Phlebodium.
Frondes azuladas lobadas sobre rizomas peludos rastejantes — a samambaia mais tolerante a ar seco do acervo.
A samambaia-azul tem frondes grandes, profundamente lobadas em segmentos largos, de um verde-azulado acinzentado incomum entre samambaias, sustentadas por pecíolos firmes. O traço mais característico são os rizomas: grossos, rastejantes sobre a superfície do substrato e cobertos por escamas douradas e felpudas que lembram patas de animal — origem dos nomes populares polipódio-dourado e pata-de-urso.
É, com alguma folga, a samambaia mais resistente deste acervo. As frondes são mais espessas e revestidas por uma cera azulada que reduz a perda de água, o que lhe dá tolerância a ar seco muito superior à da avenca ou da samambaia-americana.
Os rizomas peludos devem permanecer expostos sobre o substrato, nunca enterrados. Enterrá-los é o erro clássico com a espécie e provoca apodrecimento.
Luz indireta média
Luz indireta média e filtrada, sem sol direto, que queima as frondes e remove a cera azulada. Tolera luz relativamente baixa mantendo a folhagem, embora com frondes menores e coloração menos azulada.
Rega moderada
Regue quando os dois primeiros centímetros do substrato estiverem secos, molhando o substrato e evitando encharcar os rizomas superficiais, que apodrecem se ficarem constantemente úmidos. É mais tolerante a secamento do que as outras samambaias do acervo, mas não a ponto de aceitar substrato seco por longos períodos. A demanda cai consideravelmente no inverno.
Não existe intervalo fixo
A necessidade de água muda com a temperatura, a umidade do ar, a ventilação, o material e o tamanho do vaso, a composição do substrato e a estação. A mesma planta pode pedir água a cada poucos dias no verão e passar semanas sem precisar no inverno. Verifique o substrato antes de cada rega, em vez de seguir um calendário. Ver o guia de rega →
Não produz flores nem sementes. Os esporângios se formam em duas fileiras de pontos alaranjados a marrons no verso de cada segmento da fronde, ao longo da nervura central — desenho regular que é normal e frequentemente confundido com praga.
Apodrecimento por rizomas enterrados ou substrato constantemente encharcado. Os rizomas devem ficar expostos na superfície.
São os esporângios, estruturas reprodutivas normais. Não requerem tratamento.
Luz excessiva ou remoção da cera por água sobre as frondes. Afaste da luz direta e regue no substrato.
Ar seco ou acúmulo de sais. É menos frequente nesta espécie do que nas outras samambaias.
Sem confirmação nas fontes consultadas Não localizamos avaliação da espécie nas obras de referência. Ausência de registro não é atestado de segurança: trate como desconhecida e mantenha fora do alcance de crianças e animais.
Não localizamos avaliação específica desta espécie nas obras de toxicologia consultadas. Não há registro de problema associado a ela, mas ausência de relato não equivale a avaliação favorável. Frondes e substrato não são alimento.
A espécie não consta na base de dados de toxicidade da ASPCA, que avaliou várias outras samambaias verdadeiras como não tóxicas. Não estendemos essa conclusão a esta espécie, porque a avaliação não existe nas fontes que usamos. Mantenha fora do alcance de animais que mastigam plantas e consulte um veterinário diante de qualquer ingestão.
Avaliação baseada em: ASPCA — American Society for the Prevention of Cruelty to Animals; Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).
Em caso de suspeita de ingestão
Procure imediatamente um veterinário, no caso de animais, ou um serviço médico, no caso de pessoas. No Brasil, o Disque-Intoxicação do Ministério da Saúde atende pelo 0800 722 6001. Leve uma amostra da planta e informe o nome científico. Guia de segurança →
Obras consultadas na redação e na revisão desta ficha. Os links levam ao catálogo público de cada instituição; busque pelo nome científico Phlebodium aureum.
Última revisão desta página em 11 de setembro de 2026.
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